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Um servidor MCP com regras: agentes de IA dentro de limites

Os agentes de IA estão começando a lidar com dinheiro. Eles precisam de uma carteira que saiba dizer não. A AirNox Wallet traz isso embutido.

Um agente de IA, um portão com um escudo, a carteira do outro lado e um log de auditoria embaixo
O agente pede. A política decide. Tudo fica registrado.
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Agentes e dinheiro

Um agente que rebalanceia um portfólio, paga por um serviço ou reforça uma posição precisa ler saldos e enviar transações. Dar a ele uma chave privada (private key) é dar tudo. Dar a ele uma chave de API de corretora não é muito melhor. O que um agente deveria receber é uma permissão estreita, revogável e com limites, e um log do que ele fez.

A AirNox Wallet oferece exatamente isso por meio do Model Context Protocol, o padrão aberto que os frameworks de agentes usam para conversar com ferramentas. Qualquer cliente que fale MCP pode se conectar à carteira. A carteira é a única autoridade: o agente propõe, a política dispõe.

Negado por padrão

De fábrica, um agente não pode fazer nada. Não há carteiras expostas, nem operações permitidas, nem limites definidos, o que significa que todo pedido é recusado. Você libera as coisas de propósito, uma decisão de cada vez, na própria interface da carteira. Nada que um agente envie consegue mudar a política, porque a política simplesmente não é acessível pela interface MCP.

Um agente, o cartão da política com exposto, permitido, limites e log de auditoria, a carteira agindo e o celular confirmando no modo AirGap
Quatro regras entre um agente e os seus fundos.

A política

Exposto. Você escolhe quais carteiras e quais endereços os agentes podem sequer ver. Um endereço que não foi marcado para agentes não existe para o agente. Endereços marcados aparecem sinalizados na janela da carteira, para você sempre saber quais estão visíveis.

Permitido. Para cada carteira e endereço exposto, você escolhe quais operações são permitidas: ler saldos e histórico, pedir cotações, enviar uma transação, fazer swap. Acesso de leitura não implica acesso de escrita.

Limites. Os gastos têm teto em moeda fiduciária (fiat), por hora, por dia e no total. Os limites podem ser definidos de forma global, por carteira e por endereço, e vale o mais restritivo. Quando um limite é atingido, o pedido é recusado com um motivo que o agente consegue entender, e o agente pode esperar ou perguntar a você.

Log de auditoria (audit log). Toda chamada é registrada: o que o agente pediu, o que a política decidiu e o que a carteira fez. O log pode ser filtrado por carteira ou por endereço, então você pode revisar a atividade de um agente numa conta sem ler tudo.

Três medidores para os limites por hora, por dia e total, e um log de auditoria ao lado
Limites que vão enchendo e um log que não esquece.

No modo AirGap

Numa carteira cujas chaves ficam no celular, a política do desktop é só metade da história. Toda transação que um agente propõe continua precisando ser assinada no celular. Você pode confirmar cada uma manualmente, lendo como o celular a decodificou, ou definir no próprio celular regras do que ele pode assinar sem perguntar. E existe uma fronteira que o desktop não pode cruzar: só o celular pode expor um endereço air-gapped para agentes. O desktop não pode conceder isso em nome do celular.

Isso mantém a cadeia de autoridade intacta. O agente pede ao desktop. O desktop aplica a sua política. O celular aplica a dele e guarda a chave.

Como ele se conecta

O servidor MCP roda dentro da carteira. Um agente se conecta a ele localmente, por um pequeno inicializador (launcher) para clientes que usam entrada e saída padrão, ou por um endpoint local protegido por um token que a carteira emite. Não há retransmissão pela nuvem nem conta com a gente. O agente roda na sua máquina, conversa com a sua carteira e fica dentro das linhas que você traçou.

Tudo o que a política não permite é recusado. Tudo o que é permitido deixa uma linha no log. É assim que uma carteira para agentes deveria ser.

A série completa

  1. Considere o computador comprometido
  2. Mass Adoption Security: o assinador é um celular que você já tem
  3. Três caminhos através do air gap: QR codes, Bluetooth LE e NFC
  4. Invisível no ar: um assinador que nenhum scanner encontra
  5. Nunca confiamos no transporte
  6. O que o celular mostra: análise de transações no assinador
  7. O celular mantém seu próprio registro
  8. O cofre no seu desktop: Argon2id e um perfil que resiste a tentativas de adivinhação
  9. dApps sem carteira de navegador
  10. Um servidor MCP com regras: agentes de IA dentro de limites
  11. Uma só carteira protegida para tudo
  12. Pequena e nativa: C++, sem runtime JavaScript, da estação de trabalho ao Raspberry Pi

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